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Gerenciamento de Riscos


Relatório da Estrutura de Gerenciamento de Riscos do Sistema Cecred


I - Introdução

 

A estrutura de Gerenciamento de Riscos do Sistema Cecred tem como objetivo identificar, avaliar, mensurar, controlar e mitigar os riscos associados ao Sistema Cecred, garantindo a aderência às normas vigentes, por meio de boas práticas de gestão e na forma instituída nas Resoluções:
 

- Gerenciamento do Risco Operacional: CMN nº 3.380/2006;

- Gerenciamento do Risco de Crédito: CMN nº 3.721/2009;

- Gerenciamento do Risco de Mercado: CMN nº 3.464/2007;

- Gerenciamento do Risco de Liquidez: CMN nº 4.090/2012;

- Gerenciamento do Capital: CMN nº 3.988/2011.

 

A Estrutura de Gerenciamento de Riscos do Sistema Cecred está implementada de acordo a complexidade dos produtos e serviços oferecidos, sendo proporcionais à sua dimensão da exposição aos riscos, conforme abaixo:






Central Cecred

 

a) Conselho de Administração

É responsável por aprovar as estratégias e as políticas para o adequado Gerenciamento dos Riscos no Sistema Cecred e supervisionar a sua observância e implementação, além de disseminar a cultura de gerenciamento de Riscos para o Sistema Cecred.

 

b) Auditoria Interna e Externa

É responsável por executar a supervisão periódica das políticas e procedimentos de Gerenciamento de Riscos adotados pela Central Cecred e Cooperativas Filiadas;

c) Comitê de Controle, Risco e Auditoria

O Sistema Cecred conta com o Comitê de Controle, Riscos e Auditoria que se reúne mensalmente e é responsável por assessorar o Conselho de Administração da Cooperativa Central na supervisão da qualidade e integridade dos relatórios financeiros, no cumprimento dos requerimentos legais e regulamentares, na performance das auditorias independentes e interna, bem como da qualidade, adequação e efetividade do sistema de gestão de riscos e controles internos do Sistema Cecred.

d) Diretoria Executiva

É responsável pelo cumprimento das políticas e normas de Gerenciamento dos Riscos, além de manter o Conselho de Administração informado acerca dos procedimentos adotados para tanto.

e) Diretor de Controladoria

É responsável por adotar as ações necessárias para que as políticas e normas de Gerenciamento dos Riscos sejam efetivamente implementadas e executadas, supervisionando e respondendo pelo cumprimento destas, além de manter a Diretoria Executiva e o Comitê de Controle, Risco e Auditoria devidamente informados acerca dos procedimentos adotados.


      e.1) Gestão de Riscos

Responsável por identificar, avaliar e monitorar exposição ao risco, assegurando que os procedimentos adotados estejam aderentes às normas vigentes, para tratar os riscos, por meio de boas práticas e processos definidos.


      e.2) Controles Internos

Responsável por acompanhar sistematicamente as atividades desenvolvidas, de modo a garantir que os procedimentos de controle adotados estejam em conformidade com os normativos internos e externos.



Cooperativas Filiadas ao Sistema Cecred
 


a) Conselho de Administração

É responsável por avaliar as políticas, normas e metodologias para monitorar os riscos, aprovar as estratégias e as políticas para o adequado Gerenciamento dos Riscos na Cooperativa Filiada e supervisionar a sua observância e implementação, alinhado e em conformidade com os normativos do Sistema Cecred.

b) Diretoria Executiva

Responsável pelo cumprimento das políticas, normas e metodologias para monitorar e gerenciar os riscos, propor projetos e ações mitigadoras de riscos, bem como implementar as deliberações do Conselho de Administração, referentes às eventuais não conformidades apontadas para a Cooperativa.

c) Áreas de Controles Internos e Riscos

Responsável por monitorar os indicadores de riscos instituídos pelo Sistema Cecred e pela Cooperativa Filiada, avaliar sistematicamente os processos e propor à área de Controles Internos e Riscos da Cooperativa Central novos pontos de controle relacionados aos Riscos de Crédito, de Mercado, Liquidez e Operacional, sempre que necessário.

 


II - Gestão do Risco Operacional

 

a) Política de Gerenciamento de Risco Operacional

Estabelece diretrizes e responsabilidades aplicáveis ao Gerenciamento do Risco Operacional do Sistema Cecred. A Política de Gerenciamento de Risco Operacional, aprovada pelo Conselho de Administração do Sistema Cecred, é revisada no mínimo anualmente por proposta da área responsável pelo Gerenciamento do Risco Operacional do Sistema Cecred, em decorrência de fatos relevantes e por sugestões encaminhadas pelas Cooperativas Filiadas.

b) Estrutura de Gerenciamento do Risco Operacional

O processo de Gerenciamento do Risco Operacional visa possibilitar a identificação, avaliação, mitigação e monitoramento dos riscos associados a cada Cooperativa Filiada e à Cooperativa Central, com a finalidade de manter as perdas e os riscos nos limites estabelecidos pelo Sistema Cecred e garantir aderência às diretrizes internas e à regulamentação vigente.



A estrutura de Gerenciamento do Risco Operacional do Sistema Cecred prevê:
 

 

  • Para as situações de riscos identificadas são estabelecidos planos de ação, registrados em sistema próprio para acompanhamento pelo Diretor de Controladoria.
     
  • As perdas operacionais ocorridas têm as causas e os planos de ação para sua mitigação devidamente registrados em relatório submetido ao Conselho de Administração e disponibilizado para as Cooperativas Filiadas.
     
  • Realização periódica de testes de avaliação dos controles internos, tanto por equipes da Cooperativa Central quanto por Agentes de Controle Interno e Risco das Cooperativas Filiadas, com a elaboração de relatórios que permitam identificar e corrigir tempestivamente as deficiências de controle e risco operacional.
     
  • Alocação de capital: em cumprimento à Resolução CMN 4.193/2013 e à Circular BCB 3.640/2013, foi definida a utilização do Indicador Básico para cálculo da parcela dos ativos ponderados pelo risco (RWA) referente ao risco operacional (RWAOPAD)

     

III - Gestão do Risco de Mercado e Liquidez
 


a) Política de Gerenciamento de Risco de Mercado e Liquidez

Estabelece diretrizes e responsabilidades aplicáveis ao Gerenciamento do Risco de Mercado e Liquidez do Sistema Cecred. A Política aprovada pelo Conselho de Administração do Sistema Cecred, é revisada no mínimo anualmente por proposta da área responsável pelo Gerenciamento do Risco de Mercado e Liquidez, em decorrência de fatos relevantes e por sugestões encaminhadas pelas Cooperativas Filiadas.

b) Estrutura de Gerenciamento do Risco de Mercado e Liquidez

A gestão de Risco de Mercado é o processo pelo qual são monitorados e controlados os riscos de variações nas cotações de mercado dos instrumentos financeiros, objetivando a otimização da relação entre risco e retorno, valendo-se de estrutura de limites, modelos e ferramentas de gestão adequados.

A gestão do Risco de Liquidez é o processo pelo qual são monitorados os saldos de disponibilidades, depósitos e recursos aplicados, para que a instituição honre suas obrigações sem afetar suas operações.

O controle de Risco de Mercado e Liquidez é realizado por área independente das áreas de negócios. É responsável por executar atividades diárias de mensuração, avaliação, análise e reporte de risco às áreas e às pessoas responsáveis, de acordo com a governança estabelecida e acompanhando as ações necessárias para a readequação da posição e/ou do seu nível de risco, quando for o caso.


A estrutura de Gerenciamento do Risco de Mercado e Liquidez do Sistema Cecred prevê:

 

  • Utilização de sistema próprio com modelos padronizados que contemplam medidas estatísticas. A métrica adotada para o cálculo gerencial do risco de mercado é o Valor em Risco – VaR (Value At Risk) que mede a perda máxima estimada dos ativos que compõem nossas carteiras de investimentos, captação e aplicação de recursos, para um determinado horizonte de tempo, em condições normais de mercado, dado um intervalo de confiança.
     
  • O Sistema Cecred utiliza para o teste de estresse os cenários divulgados pelo mercado e considera o pior cenário para monitoração do limite de teste de estresse.
     
  • O Sistema Cecred adota políticas conservadoras na definição de limites de exposição ao Risco de Mercado. Além disso, não possui operações sujeitas à variação cambial, do preço de ações e de mercadorias (commodities).
     


IV - Gestão de Risco de Crédito

 

a) Política de Gerenciamento de Risco de Crédito

Estabelece diretrizes e responsabilidades aplicáveis ao Gerenciamento do Risco de Crédito do Sistema Cecred. A Política aprovada pelo Conselho de Administração do Sistema Cecred, é revisada no mínimo anualmente por proposta da área responsável por este risco, em decorrência de fatos relevantes e por sugestões encaminhadas pelas Cooperativas Filiadas.

b) Estrutura de Gerenciamento de Risco de Crédito

A gestão de risco de crédito da Cooperativa Central tem como foco manter a qualidade da carteira de crédito em níveis adequados para cada segmento de mercado em que opera. Para tanto, são observados todos os aspectos pertinentes ao processo de concessão de crédito, tais como concentração, garantias e prazos, visando assegurar a qualidade da carteira.

O gerenciamento do risco de crédito é realizado por área independente das áreas de negócios, sendo responsável por executar atividades diárias de mensuração, avaliação, análise e reporte de risco às áreas e às pessoas responsáveis, de acordo com a governança estabelecida e solicitando ações quando necessário para a readequação da posição e/ou do seu nível de risco.



A estrutura de Gerenciamento de Risco de Crédito prevê:

 

  • Os limites operacionais relacionados ao Risco de Crédito são iguais para todas as Cooperativas Filiadas, respeitando a respectiva proporcionalidade econômico-financeira.
     
  • A Cooperativa Central, em conjunto com as Cooperativas Filiadas, é a instituição responsável pela atividade de identificação e classificação dos Riscos de Crédito, bem como pelo monitoramento e gerenciamento dos indicadores desses riscos.
     
  • A Cooperativa Central, ao disponibilizar às Cooperativas Filiadas novas modalidades de crédito, faz avaliação prévia do produto, identificando as possibilidades de risco e adequando os controles e procedimentos para gerenciamento de Risco de Crédito.
     
  • Os procedimentos para análise, concessão, provisionamento, acompanhamento e recuperação de crédito, descritos no Manual de Crédito do Sistema Cecred, visam prevenir e minimizar riscos que possam impactar negativamente nos objetivos da Cooperativa Central e Cooperativas Filiadas.
     
  • A Cooperativa Central calcula, analisa e divulga periodicamente os valores de exposição ao Risco de Crédito, bem como disponibiliza relatórios para o gerenciamento do risco de cada cooperativa filiada e da própria Cooperativa Central.


 

V – Gerenciamento de Capital

 

a) Política de Gerenciamento de Capital

Estabelece diretrizes e responsabilidades aplicáveis ao Gerenciamento de Capital do Sistema Cecred. A Política, aprovada pelo Conselho de Administração do Sistema Cecred, é revisada no mínimo anualmente por proposta da área responsável pelo Gerenciamento de Capital, em decorrência de fatos relevantes e por sugestões encaminhadas pelas Cooperativas Filiadas.

b) Estrutura de Gerenciamento de Capital

O Gerenciamento de Capital do Sistema Cecred tem por objetivo estabelecer princípios e diretrizes para manter a estrutura de gerenciamento capital compatível com a dimensão e exposição a riscos do Sistema Cecred, assim como manter níveis adequados dos requerimentos mínimos de Patrimônio de Referência (PR), Patrimônio de Referência de Nível I e de Capital Principal da Cooperativa Central e das Cooperativas Filiadas.



A estrutura de Gerenciamento de Capital prevê:

 

  • Manter plano de capital, com horizonte mínimo de três anos, observando o Planejamento Estratégico do Sistema Cecred, abrangendo metas, projeções e principais fontes de capital, bem como um plano de contingência.
     
  • Sistema de gestão de risco para medir, monitorar e controlar os requerimentos mínimos de Patrimônio de Referência, Patrimônio de Referência de Nível I e de Capital Principal de acordo com as normas vigentes.
     
  • Realizar simulações de testes de estresse, para avaliar o impacto no capital em eventos severos e condições extremas de mercado.
     
  • Adotar postura preventiva, antecipando necessidade de capital de acordo com o planejamento estratégico e decorrente de possíveis mudanças nas condições de mercado.
     
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